A novela sobre a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos mercados de São Paulo continua. A partir desta terça-feira (31), todos os estabelecimentos serão obrigados a fornecer sacolas biodegradáveis aos consumidores.
A medida ainda gera desconfiança em ambas as partes. Conforme informações do jornal O Estado de S. Paulo, até a última segunda-feira (30) grandes redes de supermercados, como Carrefour, Walmart, Pão de Açúcar e Sonda, permaneciam distribuindo sacolas plásticas tradicionais. Em defesa, as empresas garantem que cumprirão a medida determinada pela juíza Cynthia Torres Cristófaro, mas informam que irão recorrer da decisão.
As sacolas biodegradáveis podem ser manufaturadas a partir de milho, batata e mandioca, por exemplo. No entanto, é extremamente difícil identificar a diferença entre os sacos feitos em polietileno e os que provêm de fontes naturais. Este fato deixa os consumidores à mercê dos supermercados.
Outro problema diz respeito à falta de um órgão certificador, que garanta a veracidade da informação estampada nas sacolinhas. “Algumas empresas produtoras de sacolas colocam de forma irresponsável a marca de compostável”, explica João Carlos de Godoy Moreira, diretor técnico da Associação Brasileira de Polímeros Biodegradáveis e Compostáveis (Abicom), em declaração ao Estadão.
O resultado da falta de controle quanto à produção e também ao uso de sacolas plásticas é sentido no meio ambiente. Segundo informações da Associação Paulista de Supermercados (APAS), somente em São Paulo são distribuídas anualmente mais de sete bilhões de sacolas plásticas, que acabam, em sua maioria, em aterros sanitários e lixões. Por isso, a instituição informa que mais do que impedir a distribuição gratuita ou optar por modelos biodegradáveis, é necessário conscientizar a população sobre a necessidade de reduzir o consumo.
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